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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ALTERAÇÃO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS & TDAH

O estudo das funções executivas tem se destacado entre os pesquisadores da área de neurociências nos últimos anos.



Um dos primeiros estudos, realizado por Behkterev em 1902, aponta que esta é uma das principais funções do córtex pré-frontal: capacidade de resolver problemas de forma sustentada e dirigida para chegar a um objetivo.

Para Lezak, as funções executivas podem ser definidas como uma capacidade que permite que uma pessoa empreenda plenamente comportamentos independentes, deliberados e interessados. Mais especificamente, é responsável na execução do planejamento, ou seja, uma ação dirigida para o futuro para se atingir um objetivo.

Welsh e Pennington, também definem as funções executivas como processos cerebrais que utilizamos para insistir na resolução de problemas ou tarefas para chegar a um objetivo.

De acordo com Barkley, as funções executivas compõe o uso de ações dirigidas a si mesmo (autorregulação), para identificar objetivos e para eleger ações que se manterá durante um tempo para conseguir atingir os objetivos.


Essas habilidades, conforme Seabra et al., são requeridas e necessárias em ações novas e não rotineiras, ou seja, sempre que o processamento automático não é adequado ou suficiente.

Barkley, relata que não existe uma definição consensual das Funções Executivas. Em seus estudos, o pesquisador enumerou 33 funções, constatando a existência de 07 mais comuns na bibliografia sobre o tema:

1 - A inibição, com ela o controle sobre as interferências ou a resistência a distrações.

2 - A habilidade executiva, pode ser que não seja uma habilidade executiva independente: se trata da autoconsciência e o automonitoramento.

3 - A memória de trabalho não verbal e é aqui que encontraríamos a autoconsciência.

4 - A memória de trabalho verbal.

5 - O planejamento e a resolução de problemas.

6 - A antecipação e a preparação para atuar.

7 - A autoregulação e o autocontrole das emoções.

Na descrição desses estudos, observamos que os processos cognitivos envolvidos são fundamentais para o desenvolvimento saudável do ser humano durante toda a sua trajetória de vida.

Todos esses aspectos, segundo Lezak, são necessários para uma conduta adulta apropriada, socialmente responsável e interessada.


Referente ao Trastorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, estudos correlacionam as alterações das funções executivas com o transtorno.

A alteração nas funções cognitivas citadas anteriormente é uma presente é uma característica presente no TDAH variando somente a intensidade entre os portadores.

Até o momento, a avaliação dessas funções é realizada por meio de avaliação neuropsicológica composta de testes psicológicos/neuropsicológicos, questionários e ferramentas específicas.



Ms. Ana Larissa M. Perissini.
Psicóloga CRP06/71000



Referências:
Seabra, A.G; Laros, J.A.; Macedo, E.C; Abreu, N. Inteligência e Funções Executivas: avanços e desafios para a avaliação neuropsicológica.São Paulo: Memnon, 2014.

Barkley, R.A. Las Funciones Executivas y la Autorregualción. 2011.

Ferreira, L.O.; Zanini, D.S. A Importância do Tempo Na Avaliação da Função Executiva e Inteligência de Crianças e Adultos. Cadernos de Pós-Graduação m Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v.13, n.2, p. 48-62, 2013.





















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