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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ESTUDO DEMONSTRA A ASSOCIAÇÃO ENTRE O TDAH E A LESÃO CEREBRAL TRAUMÁTICA

A origem do TDAH, nos dias de hoje, permanece controversa e desconhecida, embora alguns estudos tenham mostrado alterações no nível neuronal para que ocorra o transtorno (como eles também conseguiram exibir no autismo). É certo, ainda sabemos pouco sobre este transtorno, pois alguns dos comportamentos, como a inquietação poderia beneficiar, paradoxalmente, o indivíduo que sofre do transtorno.



Agora, e se houvesse uma relação significativa entre o TDAH e a lesão cerebral traumática?

Parece que existe uma relação, ou ,pelo menos, é o que diz uma recente pesquisa publicada no Journal of Psychiatric Research. Neste estudo, realizado com adultos canadenses, demonstraram fortes laços que relacionaram a lesão cerebral com uma história de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ou seja, eles sugerem que um histórico de lesões cerebrais poderia levar a um comportamentos tal como o TDAH, algo que poderia ser levado em conta para melhorar o tratamento.

O estudo, realizado por meio de entrevistas telefônicas com adultos em Ontário, Canadá, seriam acrescentados aos anteriores que mostraram alguma ligação entre TDAH e os traumatismos cerebrais experimentados na infância, como comenta a Dra. Grabiela Ilie, principal autora do estudo.



Os adultos com histórico de traumatismo craniano são duas vezes mais propensos a ter sintomas de TDAH. Isto não é surpreendente, uma vez que alguns dos efeitos mais persistentes após a lesão cerebral traumática incluem sintomas de TDAH, como prejuízo da atenção e da memória, os déficits nas funções executivas, tais como planejamento ou organização, comportamento impulsivo ... '

Um dado chamativo, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a partir de 2011 até 11% das crianças foram diagnosticadas com TDAH. Por outro lado, em 2010, havia até 2,5 milhões de traumatismo cranioencefálico, como lesões isoladas ou juntamento com outras lesões. A OMS sugere que, assim por diante, os traumatismos cerebrais poderiam se tornar a terceira maior causa de doença e incapacidade a nível mundial, depois das doenças cardiovasculares e da depressão.

Durante o estudo examinaram as respostas de 3.993 adultos maiores de 18 anos, os quais vinham de uma pesquisa de saúde mental, saúde física e abuso de substâncias em Ontario realizado pelo Centro de Dependência e Saúde Mental. A pesquisa telefônica realizada entre 2011 e 2012, no período da noite, definiu o TCE como `um traumatismo na cabeça, tendo como resultado à perda de consciência por pelo menos 5 minutos ou hospitalização.


Depois de analisar os dados dessas respostas, os pesquisadores descobriram que, entre os indivíduos que sofreram lesões cerebrais, 5,9% foram posteriormente diagnosticados com ADHD em algum momento de suas vidas. Além disso, 6,6% foram diagnosticados como TDAH adulto numa escala realizada por telefone.

Depois de analisar os dados dessas respostas, os pesquisadores descobriram que, entre os indivíduos que sofreram lesões cerebrais, 5,9% foram posteriormente diagnosticados com TDAH em algum momento de suas vidas. Além disso, 6,6% adultos foram diagnosticados como TDAH numa escala realizada por telefone.

Em outros momentos, haviam sugerido que o trauma cerebral poderia ter posteriormente como resultado, alterações psico-neurológicas que aumentariam as chances de desenvolver TDAH. Outros, no entanto, sugeriram que o próprio fato de ter TDAH poderia aumentar o risco de um indivíduo ter um acidente que ocasionaria uma lesão cerebral traumática.



Obviamente, teremos de investigar mais profundamente o assunto, uma vez que não está claro se o TDAH seria a causa ou consequência de traumatismo cerebral, mas na opinião Dra. Ilie deveria ser levado em conta o fato de ter existido um acidente deste tipo no momento de se realizar o diagnostica do transtorno.





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