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terça-feira, 4 de agosto de 2015

TDAH EXISTE OU NÃO EXISTE?

Há alguns dias, fui, novamente, alertada sobre o artigo que foi publicado no ano de 2013 onde o suposto "criador" (Leon Eisenberg) do Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade - TDAH relatava a sua farsa em uma entrevista antes de falecer. 


Desde que a tradução desta publicação chegou ao Brasil foi necessário que os profissionais atuantes na área explicassem, de maneira clara e com o embasamento científico, que existia um erro na suposta afirmação existente no artigo.

Porém, ontem recebi de uma profissional, da área de educação infantil, uma nota de esclarecimento do mesmo artigo que me motivou a compartilhar a informação e, ainda, explicar de maneira simples, clara e direta algumas das cautelas que os profissionais precisam ter antes de realizar o diagnóstico do Transtorno.

Essa nota, trazia a informação de que o artigo do psiquiatra Leon Eisenberg que fala a respeito do TDAH foi originalmente publicado em alemão e infelizmente "foi mal traduzido, de modo, que a mídia inteira, baseada numa tradução ruim, piorou toda a coisa, causando ainda mais a confusão".


Após receber essa mensagem, resolvi reler o artigo que traz a pesquisa realizada pela psicóloga americana Lisa Cosgrove que apontou a ligação de profissionais que auxiliam a determinar as diretrizes diagnósticas das doenças psiquiátricas às indústrias farmacêutica ("O psicólogo americano, Lisa Cosgrove, coloca uma importante questão: esses grupos estiveram comercializando o diagnóstico de TDAH no serviço do mercado farmacêutico e foram feito sob medida para Eisenberg, com um monte de propaganda e relações publicas. Eles descobriram que dos 170 membros do painel DSM 95 (56%) tiveram uma ou mais associações financeiras com empresas da indústria farmacêutica. Cem por cento dos membros dos painéis sobre “Transtornos do Humor” e “Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos” tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. Chegaram à conclusão que as conexões são especialmente fortes nas áreas de diagnóstico, nos quais as drogas são a primeira linha de tratamentos para transtornos mentais. E na edição seguinte do manual, a situação manteve-se inalterada: 56% dos membros relataram laços com a indústria farmacêutica") e os efeitos colaterais listados na bula do metilfenidato.
 (fonte: www.tdahiperatividade.com.br/leon-eisenberg-o-tdah-e-uma-mentira)



Durante a pesquisa na internet para reler o artigo pude encontrar vários sites que publicaram a notícia de fraude do psiquiatra Leon Eisenberg e a pesquisa da psicóloga Lisa Cosgrove. Porém, somente realizando a pesquisa em alemão consegui encontrar o artigo que traz o esclarecimento sobre a  falsa informação vinculada pela mídia.

Um dos esclarecimentos apontados nesse artigo é sobre as pesquisas que o psiquiatra realizou sobre a eficácia do metilfenidato para auxiliar os portadores de TDAH: "O fato é que ele também poderia apresentar provas de suas teorias por causa de seus novos resultados da investigação. Como é evidente a partir da pesquisa, ele também liderou por estudos que confirmaram a eficácia da Methylphendiat (nome comercial Ritalina / Medikinet / etc.)".

Esses estudos, o levaram a ser nomeado como o pai do TDAH e propagado erroneamente como o "criador do TDAH": "E esses resultados são agora interpretados como ele era o "pai da invenção do TDAH". Até certo ponto esta afirmação é mesmo correto. E neste sentido que ele foi um dos primeiros, o cientificamente focado em esse grupo de pacientes. Assim, ele não inventou uma nova doença, mas definido e explorou um padrão de comportamento em crianças. Ele explorou as crianças com problemas de desenvolvimento e suas inter-relações".

Digo erroneamente, pois, existem literaturas científicas que apontam os primeiros relatos sobre o transtorno no ano de 1865 em pesquisas do médico alemão Heinrich Hoffman.



Porém, Leon Eisenberg foi "interpretado" erroneamente ao dizer que um diagnóstico confiável do TDAH é difícil obter, como aponta este trecho do artigo:"Mas precisamente essas declarações são agora interpretados como se ele havia confessado que o TDAH não existe. Na verdade, ele abordou uma questão que nós sabemos muito bem a partir do momento: um diagnóstico confiável é difícil de obter'.

 Sim, é verdade. Realizar o diagnóstico do TDAH não é tão simples como muitas pessoas acreditam. 

Não basta uma entrevista ou uma bateria rígida de testes para conseguir realizar o diagnóstico do transtorno. Como eu já escrevi em outros artigos, são várias as etapas para conseguir se chegar a um resultado final com segurança.

Ainda, no artigo, o psiquiatra fala das mudanças que ocorreram no processo educacional das crianças e, que, infelizmente ocasionam problemas comportamentais que têm sido diagnosticado erroneamente como TDAH.  


Infelizmente, profissionais ruins têm diagnosticado crianças como portadoras do transtorno e utilizado as medicações recomendadas para os portadores da doença sem critério. 

Por isso, aqui vai o meu alerta para os pais: Não tenha pressa na avaliação diagnóstica do seu filho. Quanto mais jovem ele for maior deverá ser o cuidado para que o diagnóstico seja realizado.

Fonte: 




Ms. Ana Larissa M. Perissini.









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