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sábado, 8 de fevereiro de 2014

A VIDA AFETIVA DO PORTADOR DE TDAH



 
     A forma de amar também é influenciada pela tríade de sintomas que caracteriza o TDAH (desatenção, hiperatividade e impulsividade), que varia de intensidade de uma hora para outra. Mas uma coisa é certa: em todos os casos sobra emoção e quase sempre falta razão. Nessas mentes inquietas parece que não existe qualquer espaço que seja para abrigar a velha e cansada amiga razão.

            Um TDAH com predominância a  hiperatividade física e impulsividade assemelha-se a um grande “tornado” apaixonado. É capaz de conhecer alguém, se apaixonar perdidamente, casa, brigar, odiar, separar, divorciar e tornar a se casar. Tudo em menos de um mês. Eles tendem a sentir todas as emoções de modo muito mais intenso do que a maioria sequer pode imaginar. Quando se apaixonam, estão realmente apaixonados, toda sua atenção volta-se para esse sentimento sem que possam controlar tal impulso. Ficam literalmente cegos de paixão.

            Já o TDAH predominantemente desatento, que não possui tanta hiperatividade física e impulsividade tendem a se apaixonar à moda antiga: transformam o objeto da paixão em um ser idealizado. São capazes de gastar horas e horas de seus dias pensando no ser amado, em poesias que serão ditas e o quanto a vida será perfeita ao seu lado. Amam intensamente, no interior de suas mentes, mas não conseguem colocar em prática todas as coisas vivenciadas em seus pensamentos. Muitas vezes seus parceiros sequer sabem ou imaginam que são objeto de tão nobres sentimentos.

            É muito fácil se apaixonar por um TDAH, o grande desafio é ultrapassar a explosão inicial e estabelecer uma relação afetiva duradoura de crescimento e respeito mútuo.

            As características do comportamento TDAH que podem trazer maiores dificuldades dentro de um relacionamento íntimo são: esquecimento, distração e desorganização.

            A instabilidade de atenção é o sintoma mais importante e marcante na vida dessas pessoas. Quando esses problemas começam a acontecer dentro da relação afetiva, sérios conflitos podem aparecer, pois a desatenção de um TDAH pode se tornar muito irritante para seu parceiro.

(SILVA; Ana Beatriz, 2009)

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