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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESTABELECENDO UMA FORMA MELHOR DE COMUNICAÇÃO NOS RELACIONAMENTOS AFETIVOS COM OS TDAHs


1.            Para quem é TDAH, informe-se o máximo possível sobre seu funcionamento. Só assim você compreenderá que certas circunstâncias não são provocadas intencionalmente por seu parceiro, e sim pela instabilidade do seu próprio “jeito de ser”. Isso ajuda muito o TDAH a não culpar o outro por seus erros ou insatisfações. Às vezes você ficará de mau humor pela sua maneira de agir, mas saiba que isso logo passará se buscar algo útil e interessante para fazer. Não caia na armadilha fácil e previsível de colocar suas motivações, angústias, alegrias, tristezas ou fracassos sob a responsabilidade de sua relação afetiva. Ninguém no mundo tem o poder de sozinho fazer você feliz ou infeliz. A informação sobre o problema também é imprescindível para o parceiro não TDAH.

2.            Tente sempre se colocar na posição do seu par. Lembre-se de que cada pessoa tem sua maneira de ser. Respeite o jeito do outro para que você também possa ser respeitado.

3.            Seja sincero na sua relação amorosa. Ouça com atenção. Às vezes, sua visão dos fatos pode estar distorcida por sua hipersensibilidade.

4.            Reserve um tempo por dia para ficar sozinho com seus pensamentos, e não se esqueça de explicar ao seu parceiro que isso é muito importante para o seu equilíbrio. É fundamental para fortalecer sua estrutura interna.

5.            Não tenha medo de ser rejeitado por ser sincero. Para um TDAH, uma relação afetiva só tem chance de dar certo se ele se sentir amado de fato, com suas qualidades e limitações.

6.            Procure ter um mínimo de organização em seus relacionamentos afetivos. Pequenos gestos são suficientes para demonstrar que você está atento e trarão segurança ao seu parceiro. Dar um telefonema durante o dia, lembrar do jantar combinado, fazer uma leitura compartilhada de um jornal de domingo... Com o tempo, o hábito trará bons resultados.

7.            Não diga “sim” quando quiser dizer “não”. Se não tiver vontade de ir a uma festa do trabalho dele(a), não vá, pois seu impulso reprimido ternará o compromisso bastante desagradável.

8.            Não crie brigas só para ter motivos para sair com amigos ou dar um “rolé” por aí. Seja sincero e explique que isso, às vezes, acontece com você em períodos de muita inquietação, e que essas saídas acalmam a agitação da sua mente.

9.            Siga seu tratamento médico e estimule seu parceiro a participar dele, criando cumplicidade e melhorando o entendimento.

10.         Tente entender que, por ser TDAH, muitas vezes você se verá envolvido por impulsos sedutores, que, na realidade, só representam a busca imediata de um novo estímulo ou servem apenas para “testar” sua capacidade de conquistas. Por isso mesmo, pense no mínimo três vezes antes de partir para um jogo de sedução.

11.         Tenha a humildade de permitir que o mais organizado dos dois tome a frente das responsabilidades financeiras do casal. Se você não consegue controlar talões de cheque, cartões de crédito, contas de luz, gás, telefone, etc., deixe que seu parceiro administre tudo até que você se sinta capaz de contribuir.

12.         Crie o hábito de elogiar o outro. Isso fará com que ele se sinta presente em seus pensamentos e o estimulará a fazer o mesmo. Você sabe quanto um elogio pode levantar o astral de um TDAH? Muitíssimo.

13.         Cuidado para não se “contagiar” com problemas afetivos de casais amigos. Concentre-se em resolver os conflitos da sua vida amorosa e não tome parâmetros externos para esse fim.

14.         Nunca utilize o fato de ser TDAH como desculpa para fracassos afetivos. O conhecimento desse comportamento, aliado a uma vontade verdadeira de melhorar como pessoa e a dois, pode lhe render excelentes resultados.
(SILVA; Ana Beatriz, 2009)

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