Ms. Ana Larissa Marques Perissini - CRP 06/71000 - CV: http://lattes.cnpq.br/5769412460995

Rua Lafaiete Spínola de Castro, nº 1562, Boa Vista.
São José do Rio Preto, SP.
Telefone (17) 3305.4778 - 9.8801.0121 (whatsapp)
e-mail: alperissini@gmail.com

sábado, 16 de junho de 2018

YOGA PARA PORTADORES DE TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE

O avanço de pesquisas voltadas para a integração de práticas da medicina oriental e saúde mental têm crescido nos últimos anos rapidamente.

Pesquisas realizadas com a prática regular de yoga, com crianças e adolescentes portadores de Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade - TDAH, demonstram que ela pode ajudar a diminuir alguns sintomas do transtorno.

De acordo com o National Resource Center on ADHD, os pesquisadores notaram mudanças na capacidade das crianças de prestar atenção e melhorar suas habilidades adaptativas na sala de aula, bem como se dar bem com outras crianças. Uma das coisas que faz com que o yoga funcione é sua ênfase na "mindfulness". Esse termo é muito usado, e basicamente significa estar focado e presente no que quer você esteja fazendo naquele momento. 

Para realizar o yoga é necessário ter um espaço silencioso, roupas confortáveis e um tapete para evitar que as mãos e os pés escorreguem no chão. 

Para quem decidir realizar em casa, existem diversos vídeos disponibilizados na internet que irão auxiliar no direcionamento da atividade. Porém, pensando nas dificuldades do portador de TDAH, inicialmente, a opção mais indicada é realizar o yoga com um instrutor.

A prática do yoga, também, é indicada para os pais dos portadores de TDAH por os ajudarem a responderem aos seus filhos que foram diagnosticados com o transtorno de maneira mais calma e equilibrada. 


Psicóloga Me. Ana Larissa M. Perissini - CRP 06/71000
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental - Especialista em Psicologia da Saúde - Especialista em Psicologia Hospitalar - Especialista em Sexualidade - Mestre em Ciências.
Há 09 anos atuando com avaliação e acompanhamento psicológico de portadores de TDAH.


Fonte:http://www.chadd.org/Understanding-ADHD/About-ADHD/ADHD-In-the-News/Weekly-ADHD-News.aspx?id=149



sexta-feira, 18 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA PARA DIAGNÓSTICO DE TRASTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE - TDAH

O presente artigo tem como objetivo elucidar aos pais qual a função da avaliação neuropsicológica no diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - TDAH.


A neuropsicologia, ramo de estudo da psicologia, tem possibilitado aos profissionais compreender importantes alterações no funcionamento de crianças, adolescentes, adultos e idosos. 

Referente ao diagnóstico do TDAH, a neuropsicologia oferece aos psicólogos ferramentas, testes psicológicos e neuropsicológicos, que avaliam funções cognitivas específicas essenciais para o diagnóstico.

A análise global do comportamento do paciente avaliado (criança, adolescente ou adulto) deve estar incluída na avaliação neuropsicológica para que o psicólogo consiga traçar estratégias de trabalho personalizadas.

 

Na avaliação, também, deve estar incluída a investigação de possíveis comorbidades (outros transtornos psiquiátricos) que podem estar associadas ao transtorno.

Compreender o funcionamento do paciente em diferentes contextos, por meio de entrevistas e questionários com os pais, com os professores e com outras pessoas é essencial nessa investigação.

A soma dessas informações possibilitará aos profissionais envolvidos (psicólogo, neurologista, psiquiatra) escolher as melhores estratégias de intervenção.


O número de profissionais envolvidos no acompanhamento do portador de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - TDAH e a indicação do tratamento dependerá do resultado da avaliação multidisciplinar.

Nem todo portador de TDAH precisará incluir no seu acompanhamento medicação.


Ms. Ana Larissa M. Perissini.
Psicóloga Clínica 


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ALTERAÇÃO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS & TDAH

O estudo das funções executivas tem se destacado entre os pesquisadores da área de neurociências nos últimos anos.



Um dos primeiros estudos, realizado por Behkterev em 1902, aponta que esta é uma das principais funções do córtex pré-frontal: capacidade de resolver problemas de forma sustentada e dirigida para chegar a um objetivo.

Para Lezak, as funções executivas podem ser definidas como uma capacidade que permite que uma pessoa empreenda plenamente comportamentos independentes, deliberados e interessados. Mais especificamente, é responsável na execução do planejamento, ou seja, uma ação dirigida para o futuro para se atingir um objetivo.

Welsh e Pennington, também definem as funções executivas como processos cerebrais que utilizamos para insistir na resolução de problemas ou tarefas para chegar a um objetivo.

De acordo com Barkley, as funções executivas compõe o uso de ações dirigidas a si mesmo (autorregulação), para identificar objetivos e para eleger ações que se manterá durante um tempo para conseguir atingir os objetivos.


Essas habilidades, conforme Seabra et al., são requeridas e necessárias em ações novas e não rotineiras, ou seja, sempre que o processamento automático não é adequado ou suficiente.

Barkley, relata que não existe uma definição consensual das Funções Executivas. Em seus estudos, o pesquisador enumerou 33 funções, constatando a existência de 07 mais comuns na bibliografia sobre o tema:

1 - A inibição, com ela o controle sobre as interferências ou a resistência a distrações.

2 - A habilidade executiva, pode ser que não seja uma habilidade executiva independente: se trata da autoconsciência e o automonitoramento.

3 - A memória de trabalho não verbal e é aqui que encontraríamos a autoconsciência.

4 - A memória de trabalho verbal.

5 - O planejamento e a resolução de problemas.

6 - A antecipação e a preparação para atuar.

7 - A autoregulação e o autocontrole das emoções.

Na descrição desses estudos, observamos que os processos cognitivos envolvidos são fundamentais para o desenvolvimento saudável do ser humano durante toda a sua trajetória de vida.

Todos esses aspectos, segundo Lezak, são necessários para uma conduta adulta apropriada, socialmente responsável e interessada.


Referente ao Trastorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, estudos correlacionam as alterações das funções executivas com o transtorno.

A alteração nas funções cognitivas citadas anteriormente é uma presente é uma característica presente no TDAH variando somente a intensidade entre os portadores.

Até o momento, a avaliação dessas funções é realizada por meio de avaliação neuropsicológica composta de testes psicológicos/neuropsicológicos, questionários e ferramentas específicas.



Ms. Ana Larissa M. Perissini.
Psicóloga CRP06/71000



Referências:
Seabra, A.G; Laros, J.A.; Macedo, E.C; Abreu, N. Inteligência e Funções Executivas: avanços e desafios para a avaliação neuropsicológica.São Paulo: Memnon, 2014.

Barkley, R.A. Las Funciones Executivas y la Autorregualción. 2011.

Ferreira, L.O.; Zanini, D.S. A Importância do Tempo Na Avaliação da Função Executiva e Inteligência de Crianças e Adultos. Cadernos de Pós-Graduação m Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v.13, n.2, p. 48-62, 2013.





















sexta-feira, 7 de outubro de 2016

TDAH: Hiperatividade e Inibição

A hiperatividade, uma das características do portador de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade do subtipo apresentação predominantemente hiperativa/impulsiva, é ocasionada, segundo Barkley, devido a uma disfunção com a inibição do controle motor em nosso cérebro.



A inibição, de acordo com o dicionário Aulete digital, é a diminuição ou supressão da atividade de uma parte do organismo, por efeito de excitação nervosa.

Desse modo, devido a um déficit inibitório o indivíduo apresenta um excesso de movimentos não relacionados com a tarefa principal. 

Esse déficit, também, interfere no comportamento verbal que se manifesta de maneira excessiva e ocasiona uma impulsividade cognitiva (ex. tomar decisões de forma impulsiva).

Outros fatores observados são: impulsividade emocional e a escassa auto-regulação emocional. Mesmo não estando incluídos na lista de sintomas de critérios diagnósticos do transtorno é uma característica comum entre os portadores do transtorno.


Sendo assim, a impaciência em situações diferentes, se frustar e se irritar com facilidade, dificuldade com o autocontrole, baixa regulação das emoções, estar mais estimulado em determinadas situações são algumas das características comuns encontradas nos portadores de TDAH.

Vale ressaltar que os sintomas hiperativos diminuem significativamente com a idade modificando as características do transtorno no indivíduo.


Ms. Ana Larissa M. Perissini.
Psicóloga Clínica - CRP 06/71000.


Fonte:
Barkely, R.A. La naturaleza del TDAH. 2011.





.